JESUS, EMPREENDEDORISMO, INOVAÇÃO E OS SUPER-PODERES

(Não, necessariamente, nesta mesma ordem)

Super-humanos!

Pois é! Só Jesus nos salva dessa enxurrada de super conceitos e estereótipos que são criados diariamente para definir o perfil ideal de profissional. Esperançosos, buscamos incessantemente, referências de seres que personifiquem essas mega competências. As mídias, que nada aprendem com o que escrevem, montam super-homens e supermulheres, que levam à depressão o pobre mortal que busca se instruir, lendo toneladas de cases de sucesso que mais parecem milagres. Ainda assim, me parece que existe um prazer mazoquista que faz com que busquemos aumentar as nossas pilhas de livros. Falo de mim, inclusive.

Jorge Paulo Lemann, Abílio Diniz, Richard Branson, Barack Obama, são exemplos sim, mas a forma como somos apresentados ao seus resultados, nos faz acreditar que neles há um somatório de competências que nunca vamos ter. É desconsertante!

Exagerei? Não sei.

Vamos a Jesus.

Há 2017 anos, Jesus já tinha missão, visão e valores, muito bem definidos, tinha propósito e posicionamentos sólidos, tinha o poder do foco, do hábito, delegava, inspirava, liderava pelo exemplo, amou e por isso, educou, foi servidor, não subserviente. Em três anos gerou conteúdo, engajou o mundo, escalonou sua inovação e hoje, passa dos 6,9 BI de seguidores² – 70x mais que a TOP 1³ do Insta. Ele se comunicou respeitando as limitações do seu público, criando uma identidade com a sua cultura, seus hábitos e linguagens. Jesus foi o precursor do minimalismo, provando que menos é mais. Lembrou todos os dias que, para ter sucesso, é fundamental ter visão de futuro, ciente de que os resultados estratégicos vêm em longo prazo. Focou no desenvolvimento sustentável e no legado à comunidade.

Foi e ainda é disruptivo¹, porque insistimos em nos espelhar em pessoas mais cool ou sim, usar cases tão espetaculares que mantemos a desculpa de que nunca chegaremos lá.

Amor x Negócios

Penso que essa “resistência” em seguir Jesus como empreendedor possa estar no fato de que Ele falou de amor, o que em nossa míope visão, só conseguimos ver o amor romântico. Ele falou em humildade, o que muito atribuímos a questões financeiras e não confere status. Ele chamou a todos de irmãos por saber que todos somos iguais em questão de valor, ao mesmo tempo em que amou sem julgar as particularidades de cada um. Ele dividiu o que tinha e multiplicou o que não tinha para garantir o bem estar dos seus.

Além disso, dá pra perceber que criatividade, resiliência e colaborativismo foram o seu forte na incrível “carreira” de 36 meses.

Então, pergunto: Onde está a nossa inovação, queridos contemporâneos?

Na ciência e tecnologia, sem dúvida. Mas, no quesito empreendedorismo, nem nós, simples mortais, nem os grandes líderes mundiais, nem os nossos “novos” modelos de negócio contam qualquer novidade. Não somos páreo para Jesus na disrupção¹!

Deu pra perceber que Ele já nos deu o caminho, a verdade e a vida que todos nós ainda ficamos “batendo cabeça” para encontrar?

Bem, eu admiro centenas de líderes e empreendedores que vieram ao mundo pra nos abrir os olhos, já que ficamos cegos para Ele, muitas vezes. Vou continuar comprando mais livros do que consigo ler, é fato. Mas, ter Jesus como minha maior referência, me tira da ansiedade de amar ao próximo mais que (e não como) a mim mesmo e me faz ter certeza de que vou até onde eu desejar ir. E você?

¹ Disruptivo/disrupção: Comportamento/ação de rompimento com o padrão.

² População cristã mundial, seg. instituto Pew Research Center (2010).

³ Seg. Portal Estrelando.com.br, a respeito dos seguidores de Selena Gomez no Instagram.